HTLV e HIV no Brasil: análise comparativa das políticas assistenciais e implicações para a enfermagem na atenção primária à saúde
Palavras-chave:
HTLV, HIV, Infecções Negligenciadas, Políticas Públicas de Saúde, Enfermagem, Atenção Primária à Saúde, Transmissão VerticalResumo
Introdução: O vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) foi o primeiro retrovírus humano descrito. O Brasil concentra o maior número absoluto de pessoas infectadas no mundo, estimado entre 800 mil e 2,5 milhões de indivíduos. Apesar dessa expressiva magnitude epidemiológica, a infecção permaneceu historicamente invisibilizada e negligenciada nas políticas públicas de saúde brasileiras, contrastando drasticamente com o HIV, que mobilizou respostas assistenciais robustas, financiamento e investimentos científicos desde a década de 1980. A ausência prolongada de notificação compulsória nacional, a implementação tardia da testagem pré-natal obrigatória e a persistente inexistência de testes rápidos regulamentados no país evidenciam fragilidades estruturais crônicas no cuidado ao HTLV. Nesse cenário complexo, o enfermeiro da Atenção Primária à Saúde (APS) assume um papel estratégico fundamental no diagnóstico precoce, aconselhamento qualificado e vigilância epidemiológica. Objetivo: Analisar comparativamente os protocolos assistenciais e as políticas públicas relacionadas ao HTLV e ao HIV no Brasil, identificando as principais lacunas no cuidado ao HTLV e suas implicações diretas para a atuação do enfermeiro na APS.
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