Atuação antirracista como combate ao racismo institucional e estrutural na enfermagem
Palavras-chave:
Racismo Estrutural, Ações Afirmativas, Enfermagem, EquidadeResumo
Introdução: O racismo não se limita a atos individuais, manifestando-se como um problema estrutural e institucional profundamente enraizado na sociedade brasileira, herança direta de um passado escravocrata que fez do Brasil a segunda maior nação escravista da era moderna e o último do ocidente a abolir a escravidão. Esta estrutura histórica forjou um contexto de invisibilidade e precarização para a população negra e indígena, dificultando a ascensão a espaços de poder, como grandes empresas e o ensino superior. Na Enfermagem, embora 57,4% dos profissionais se identifiquem como negros ou pardos, há uma desproporção evidente, com essa maioria concentrada em posições de nível técnico e com a menor remuneração, enquanto a minoria no ensino superior é majoritariamente branca. Objetivo: O presente estudo objetiva analisar criticamente o panorama do racismo estrutural e institucional na sociedade e na saúde, especificamente na Enfermagem, propondo o debate sobre as ações afirmativas (como o sistema de cotas na UFRJ, que estabeleceu 40% das vagas para cotistas, conforme Resolução 16/2010) como um mecanismo de reparação e inclusão. Além disso, busca delinear estratégias de atuação antirracista necessárias para transformar a prática e o ensino da Enfermagem, promovendo a equidade e o reconhecimento da diversidade étnico-racial.
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