Saberes ancestrais e a saúde da população negra na atualidade
Palavras-chave:
Mulheres, População Negra, SaúdeResumo
Introdução: A saúde deixou de ser compreendida como ausência de doença para ser reconhecida em sua dimensão multidimensional, envolvendo fatores sociais, políticos e culturais. Esse novo entendimento tem impulsionado pesquisadores e formuladores de políticas públicas a estudarem e incorporarem, ou mesmo promoverem, os saberes ancestrais no cuidado à população negra. Tais saberes, de caráter abrangente e significativo, englobam práticas relacionadas a ritos, medicinas tradicionais, origens africanas, religiões e processos de cura, além de representarem estratégias de enfrentamento e resistência. Nesse sentido, constituem pontes fundamentais para a promoção da saúde integral e para a efetivação da igualdade e do acesso universal aos serviços de saúde. Paralelamente, evidências demonstram que os indicadores de saúde da população negra revelam desigualdades marcantes, como o aumento da mortalidade. Esse achado torna visíveis os determinantes sociais permeados pelo racismo estrutural, pela pobreza e pelas dificuldades de acesso a serviços de saúde de qualidade. Nesse contexto, reforçam a necessidade de que a variável raça/cor seja incorporada de forma sistemática e contínua nos sistemas de vigilância em saúde, possibilitando a construção de políticas mais equitativas e culturalmente sensíveis. Objetivo: Refletir acerca da ancestralidade da população negra sob a ótica da literatura disponível.
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